quinta-feira, 10 de março de 2016

Projeto de AEE Escola Municipal Altina Teixeira - 2016

PROJETO/ PLANO DE AÇÃO
ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO – E.M.E.F. ALTINA TEIXEIRA - 2016

Professora Bárbara Gai Zanini Panta (Educadora Especial)

Tema: Relação Escola/Família: Desenvolvendo a autonomia no ambiente escolar.

OBJETIVOS GERAIS

·         Oferecer o Atendimento Educacional Especializado a serviço da Educação Especial na escola de modo a complementar e/ou suplementar a formação do estudante conforme a Política de Educação Especial, na Perspectiva Inclusiva SEESP/MEC; 01/2008;

·         Realizar diagnóstico pedagógico assim como manter uma avaliação contínua de todo o processo de desenvolvimento do estudante.

·         Realizar atividades com os estudantes que estimulem a autodescoberta, autonomia, autoestima e percepção de si e do outro;

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

·         Valorizar as características pessoais positivas do estudante;
·         Trabalhar a autoestima do estudante, com vista a um reflexo na sua aprendizagem;
·         Trabalhar as potencialidades do estudante;
·         Buscar o envolvimento da família do estudante com o atendimento e com a escola;
·         Estimular os estudantes a adquirirem autonomia dentro da escola, seja nas atividades curriculares e também em atividades básicas, como alimentação, higiene e locomoção;
·         Realizar um trabalho multidisciplinar, buscando o diálogo e trabalho em equipe com os professores de sala de aula comum e equipe gestora da escola.


JUSTIFICATIVA

            Com a identificação e avaliação inicial dos estudantes que frequentam o Atendimento Educacional Especializado na Escola Altina Teixeira e suas famílias, surgiu a necessidade de elaborar um projeto baseado nestas relações a fim de identificar problemas e buscar soluções para a melhor forma de adaptação entre a escola e os estudantes.
            De acordo com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008), a educação especial como modalidade de ensino tem o papel de disponibilizar os serviços e recursos próprios deste atendimento. Partindo deste princípio, pensa-se a elaboração deste tema de acordo com os objetivos da modalidade de Educação Especial e do Atendimento Educacional Especializado.

O atendimento educacional especializado identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando as suas necessidades específicas. As atividades desenvolvidas no atendimento educacional especializado diferenciam-se daquelas realizadas na sala de aula comum, não sendo substitutivas à escolarização. Esse atendimento complementa e/ou suplementa a formação dos alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela. (SEESP/MEC, 2008)

Além das atividades planejadas para cada estudante especificamente, será trabalhada a relação entre educação e cultura, formação de valores e atitudes, assim como a questão ambiental e de sustentabilidade e a atenção ao sentido emocional e afetivo das relações entre estudantes, professores e outros profissionais da instituição.
 Será valorizado o desenvolvimento da linguagem oral, corporal e expressiva assim como o avanço nas relações sócio afetivas, de cooperação e solidariedade e a constituição do sujeito como cidadão autônomo, inserido em seu contexto sociocultural.
Objetivos específicos e traçados individualmente serão desenvolvidos através das atividades diárias, tendo em vista a reorganização do esquema corporal, aprimoramento da coordenação motora, orientação espaço-temporal, equilíbrio e lateralidade.  
Sempre considerando as particularidades de cada estudante atendido, buscaremos atividades que estimulem a autogestão da vida prática, visando à autonomia, noções de alimentação, higiene, vestuário, entre outras necessidades pessoais e o estímulo da comunicação utilizando métodos orais, gestuais e de comunicação alternativa a fim de desenvolver a linguagem oral, compreensiva e expressiva.
A utilização de materiais pedagógicos e dos jogos possibilitará incentivar a criatividade, imaginação e reflexão do estudante estimulando a autodescoberta, autoestima e percepção de si e do outro.

REFERENCIAL

            Atualmente no AEE da escola Altina Teixeira, são atendidos estudantes com Deficiência Intelectual e Autismo. Conforme Ciola (2009), Aprender é um processo ativo onde o estudante tem responsabilidade no processo e o papel do professor não é mais de detentor do saber, e sim um mediador do conhecimento. O professor trabalha com estratégias de aprendizagem que auxiliam o estudante a assumir certa autonomia sobre o aprendizado.

O papel do professor passa a ser mais difícil e complexo, já que ele assume duas funções: o de mediador do conhecimento e também o de mediador das estratégias de aprendizagem “aprender a aprender” e assim deve tornar o processo de aprendizagem transparente ao aluno. O aluno deve querer participar desse processo, não há aprendizagem sem a sua cooperação. Essas mudanças podem ser trabalhosas e o professor deve dispensar algum tempo sobre elas, mas as consequências serão gratificantes. (CIOLA, 2009, p. 5)

      O trabalho no AEE neste ano, além de estimular a autonomia dos estudantes em relação à aprendizagem, buscará no diálogo com a família, auxílio neste processo. Foi observada certa resistência por parte da família dos estudantes atendidos, em estimularem a autonomia de seus filhos até mesmo nas atividades básicas do dia a dia. Entretanto, percebe-se que estes estudantes são capazes de realizar as atividades que muitas vezes são feitas para eles, o que dificulta o processo de desenvolvimento.
      Uma das principais funções do AEE é justamente promover a autonomia do estudante na escola para que a inclusão seja satisfatória. Esta autonomia não está só na adaptação arquitetônica para a deficiência física, ou recursos para deficientes visuais ou auditivos. A autonomia para o deficiente intelectual ou para o autista acontece no dia a dia, nas atividades básicas que o estudante pode realizar em casa ou na escola.
      As atividades realizadas em Sala de Recursos terão sempre carácter lúdico, utilizando jogos para desenvolver as potencialidades individuais dos estudantes. Após a elaboração do Plano de AEE, serão selecionados os jogos e atividades lúdicas que serão utilizados a cada semana, voltados para o alcance de alguns dos objetivos estabelecidos.
Segundo Almeida (2008), a concepção sobre o desenvolvimento do indivíduo foi se modificando ao longo da história, o mesmo está inserido em um meio onde recebe as informações, assimila e as transforma. Portanto, o seu desenvolvimento cognitivo resulta da sua interação com o meio social em que vive, estruturando esquemas e reconstruindo conceitos dos objetos sob os quais interage. O jogo entra, então, como uma maneira de construção social, pois está ligado ao contexto social em que o estudante vive, e, assim, os jogos revelam a cultura de uma sociedade.
Vygotsky (1998) afirma que o jogo é um fator muito importante do desenvolvimento e mostra o significado da mudança que ocorre no desenvolvimento do próprio jogo, com a predominância de situações imaginárias, para a predominância de regras. 
Enfrentando os desafios do jogo, o estudante utiliza recursos cognitivos parecidos com os que são exigidos para a solução de problemas da sua vida diária e de situações de aprendizagem em sala de aula.
Estas atividades lúdicas envolveram aspectos motores, psicomotores, cognitivos e afetivos, além do desenvolvimento da percepção visual, tátil, discriminação de cores e formas, noção espaço-temporal, lateralidade, dentre outros aspectos do desenvolvimento global.
Segundo Winnicott (1975), é utilizando a criatividade que acontece realmente a percepção, que se assimila o conhecimento. O jogo possibilita que o estudante utilize a sua capacidade de criar, de experimentar diferentes processos de pensamento, proporcionando esse processo de experimentação.
Com o intuito de realizar uma avaliação e acompanhamento contínuo do processo de aprendizagem dos estudantes, utilizaremos como mais um recurso tecnológico: as Narrativas Digitais.
Segundo Azeredo e Reategui (2013), as histórias contribuem para a construção da aprendizagem do sujeito uma vez que auxiliam no desenvolvimento da imaginação, criatividade, do pensamento e da compreensão.
As Narrativas Digitais entram como uma ferramenta utilizada pelos estudantes e pelo educador, para relatar em forma de uma história como ocorreu o processo de construção do conhecimento, utilizando a construção dos jogos e outras atividades desenvolvidas no AEE em Sala de Recursos ou em outros espaços da escola.
Para a elaboração destas narrativas, consideraremos as particularidades e potencialidades de todos os estudantes e serão utilizados vários tipos de recursos multimídia, tais como: Narrativas escritas, ilustrações, vídeos e/ou áudios. Posteriormente, as narrativas serão publicadas no Blog do AEE (http://aeebarbara.blogspot.com.br/) para o livre acesso de toda a comunidade escolar.














CRONOGRAMA


Ações a serem realizadas
Março
Abril
Maio
Junho
Julho
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro
Construção do Projeto/Plano de Ação
X









Levantamento da demanda de estudantes
X









Distribuição de Horários
X









Reuniões com a equipe diretiva e familiares
X









Aplicabilidade e publicação: Narrativas Digitais e Blog
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
Plano de AEE individual do estudante
X



Ajuste




Avaliação



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AZEREDO, D. C. REATEGUI, E. A Construção de Narrativas Digitais como Apoio ao Processo de Letramento. Novas Tecnologias na Educação. CINTED – UFRGS. V.11, nº 1, 2013

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. MEC/SEESP, 2010

CIOLA, Ana Carla Lanzi ; Autonomia E Estratégias De Aprendizado. In: II Congresso Brasileiro de Línguas na Formação Tecnológica. Americana: FATEC, 2009. v. 2.
PIAGET, J. A Formação do símbolo na criança: imitação jogo e sonho, imagem e representação. 2. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.

_____. Psicologia e pedagogia. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1976.

VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. Rio de Janeiro: Martins Fontes, 1996.

_____. Pensamento e linguagem. Rio de Janeiro: Martins Fontes, 1998.

WINNICOTT, D. W. O brincar e a realidade. Rio de Janeiro: Imago. 1975.






Nenhum comentário:

Postar um comentário